Revista Filoteológica - ISSN: 2763-7549 http://revistafiloteologicafcfs.educacao.ws:80/index.php/RFTCF <p>A <strong>REVISTA FILOTEOLÓGICA</strong> tem por objetivo divulgar, incentivar, estimular e difundir temáticas e assuntos no campo da Filosofia e Teologia. Reúne textos produzidos pelos docentes e discentes dos cursos de Filosofia e Teologia da Faculdade Católica de Feira de Santana,&nbsp;como por autores e/ou grupos nacionais e internacionais com interesses comuns.</p> <p>&nbsp;</p> pt-BR <p>Os autores devem estar cientes que o ato de submeter seus textos originais para a Revista Filoteológica implica na transferência dos seus direitos de publicação impressa e digital. O(s) autor(es), entretanto, permanece(m) responsável(is) pelo conteúdo do artigo publicado na revista.</p> <p>O conteúdo e as opiniões expressos pelos autores nos seus textos são de sua exclusiva responsabilidade, não representando necessariamente a opinião dos membros da Comissão Editorial da Revista. 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Partindo de uma reconstrução histórico institucional do ensino de filosofia no Brasil, o trabalho argumenta que a recorrente instabilidade curricular da disciplina não pode ser compreendida apenas como resultado de decisões técnicas ou administrativas, mas como expressão de disputas normativas acerca das finalidades da educação escolar. Sustenta-se a tese de que o ensino de filosofia só se justifica como formação crítica quando preserva sua especificidade epistêmica, entendida como prática argumentativa, conceitual e reflexiva, distinguindo-se tanto da mera instrumentalização curricular quanto de formas de doutrinação ideológica. Metodologicamente, o artigo combina análise histórico normativa das políticas educacionais brasileiras com exame conceitual de noções centrais como formação crítica, autonomia, cidadania e pensamento crítico, dialogando com a filosofia da educação, a teoria curricular e a filosofia política. Conclui-se que a legitimidade do ensino de filosofia depende menos de sua simples presença formal no currículo e mais das condições pedagógicas, conceituais e institucionais que garantam seu exercício como prática formativa orientada pela racionalidade crítica.</p> <p>&nbsp;</p> Bruno José do Nascimento Oliveira ##submission.copyrightStatement## http://revistafiloteologicafcfs.educacao.ws:80/index.php/RFTCF/article/view/215 sex, 20 fev 2026 09:35:52 -0300 É possível uma filosofia decolonial? http://revistafiloteologicafcfs.educacao.ws:80/index.php/RFTCF/article/view/210 <p class="RF-Textoresumoabstract">Propor uma filosofia decolonial supõe uma tarefa inicialmente dupla. Em primeiro lugar, cabe questionar: o que é filosofia e o que vem a ser fazer filosofia? O próximo passo é a proposição de um entendimento do que vem a ser uma filosofia decolonial e de como se pode fazê-la. Cada uma das tarefas possui aterramentos complexos que se apresentam dentro de cada um desses questionamentos. Neste trabalho, pretendemos desenvolver algumas questões sobre a filosofia decolonial e como ela se mostra no fazer filosófico.</p> Consuelo Penelu Bitencourt, Mauricio Silva Alves ##submission.copyrightStatement## http://revistafiloteologicafcfs.educacao.ws:80/index.php/RFTCF/article/view/210 sex, 20 fev 2026 09:36:19 -0300 A ética haniana da pausa e da alteridade http://revistafiloteologicafcfs.educacao.ws:80/index.php/RFTCF/article/view/214 <p>Este artigo busca compreender a ética na obra <em>“Sociedade do cansaço”</em>, do filósofo coreano Byung-Chul Han. A análise será realizada nesta obra e de forma exploratória, também se recorre à obra <em>“A força do silêncio contra a ditadura do ruído”</em> bem como à artigos publicados na internet. Espera-se aqui compreender a ética haniana e seu papel determinante para despertar a consciência da necessidade da escuta, do acolhimento, da contemplação e da interioridade. Han propõe um desaceleramento e defende uma ética do limite e da pausa, tal como uma revisão dos valores éticos contemporâneos, na qual reconhece que o ser humano não é uma máquina, mas um ser de relações e, portanto, deve-se valorizar o “ser” em detrimento do “fazer”.</p> Daniel Antunes de Souza ##submission.copyrightStatement## http://revistafiloteologicafcfs.educacao.ws:80/index.php/RFTCF/article/view/214 sex, 20 fev 2026 09:36:48 -0300 Utopia e barbárie http://revistafiloteologicafcfs.educacao.ws:80/index.php/RFTCF/article/view/226 <p>Este artigo examina a tensão entre barbárie e utopia nos horizontes críticos de Walter Benjamin e Giorgio Agamben, tomando a ideologia moderna do progresso como um operador de naturalização do tempo homogêneo e como forma de governabilidade, capaz de administrar a catástrofe como norma e estabilizar dispositivos de dominação. Em Benjamin, recuperamos as raízes românticas e messiânicas de sua filosofia da história, destacando a crítica da teleologia, o gesto de “escovar a história a contrapelo”, a centralidade de <em>Eingedenken</em> e a noção de <em>Jetztzeit</em> como interrupção do <em>continuum</em> histórico. Com apoio de Michel Löwy e Jeanne Marie Gagnebin, delimitamos a conexão entre teologia e política em Benjamin como figura crítica de interrupção, e não como programa teocrático. Em seguida, analisamos a apropriação agambeniana do tempo messiânico em articulação com o estado de exceção, entendido como paradigma de governo convertido em norma. Por fim, propomos compreender “utopia” como política do tempo: não um ideal futuro, mas um modo de reabrir o presente pela desativação de mecanismos de captura.</p> <p>&nbsp;</p> Denise Narli da Silveira ##submission.copyrightStatement## http://revistafiloteologicafcfs.educacao.ws:80/index.php/RFTCF/article/view/226 sex, 20 fev 2026 09:37:25 -0300 Identidade e reconhecimento em Charles Taylor http://revistafiloteologicafcfs.educacao.ws:80/index.php/RFTCF/article/view/225 <p>Este artigo busca compreender a relação estabelecida pelo filósofo canadense, Charles Taylor, entre identidade e reconhecimento em sua análise a respeito da construção da identidade do agente humano moderno. Para tanto, far-se-á uma pesquisa bibliográfica nas principais obras publicadas pelo filósofo aqui em destaque e que abordem o tema em questão, tais como <em>“As fontes do self: a construção da identidade moderna”</em>, <em>“A ética da autenticidade”</em> e <em>“Argumentos filosóficos”</em>. Além disso, procurou-se ainda, analisar outras obras e artigos publicados na internet de comentadores do pensamento filosófico desenvolvido por Charles Taylor que tratam da temática apresentada. Desse modo, espera-se ao final desse trabalho não somente analisar a relação proposta pelo filósofo de Montreal entre identidade e reconhecimento, mas compreender as implicações éticas e políticas que emergem de tal relação onde o bem é apontado como um dos grandes elementos orientadores do agir moral do agente humano moderno.</p> Guilherme Rodrigues da Costa ##submission.copyrightStatement## http://revistafiloteologicafcfs.educacao.ws:80/index.php/RFTCF/article/view/225 sex, 20 fev 2026 09:37:50 -0300 Cristo salvador e a universalidade da salvação http://revistafiloteologicafcfs.educacao.ws:80/index.php/RFTCF/article/view/221 <div style="text-align: justify;"> <p class="RF-Textoresumoabstract">Este artigo explora a profundidade teológica e pastoral da afirmação conciliar de Niceia I segundo a qual o Filho é consubstancial ao Pai (<em>homoousios</em>) e, por isso, capaz de operar um ato salvífico universal e definitivo. Partindo da cristologia nicena e do documento da Comissão Teológica Internacional, analisa-se a união hipostática, a historicidade da economia da salvação (encarnação, paixão, morte e ressurreição), a <em>kenosis</em> e a ressignificação do poder divino na cruz, bem como as implicações soteriológicas e antropológicas, em especial a noção de divinização.</p> </div> Lucas Benício Souto ##submission.copyrightStatement## http://revistafiloteologicafcfs.educacao.ws:80/index.php/RFTCF/article/view/221 sex, 20 fev 2026 09:38:26 -0300 A alteridade como um caminho de superação da violência http://revistafiloteologicafcfs.educacao.ws:80/index.php/RFTCF/article/view/208 <p class="RF-Textoresumoabstract">O propósito deste texto é explorar a questão da alteridade como um caminho para superar a violência, utilizando como base o pensamento de Emmanuel Lévinas. O autor possui um grande acervo de obras, como também de comentadores. Inicialmente, investiga-se a alteridade, posteriormente, o conceito de violência para o filosofo e logo após, procura-se estabelecer uma conexão entre a alteridade e a violência na contemporaneidade. Deste modo, utilizar-se-á do método de investigação para a solução de um “problema”, através de hipóteses, conjunturas e teorias. Assim, busca-se reflexões que sirvam para o desenvolvimento do conhecimento social e acadêmico. Este trabalho mostrou o quanto a alteridade é importante para combater a violência, é por meio da ética que se organiza a sociedade e consequentemente as pessoas. De fato, o momento atual não se pratica tanto a alteridade, por isso, a importância de uma reflexão profunda sobre responsabilidade que cada um tem para com o Outro.</p> <p>&nbsp;</p> Lucas Santos Gomes da Silva ##submission.copyrightStatement## http://revistafiloteologicafcfs.educacao.ws:80/index.php/RFTCF/article/view/208 sex, 20 fev 2026 09:39:06 -0300