Identidade e reconhecimento em Charles Taylor
implicações éticas e políticas na modernidade
Resumo
Este artigo busca compreender a relação estabelecida pelo filósofo canadense, Charles Taylor, entre identidade e reconhecimento em sua análise a respeito da construção da identidade do agente humano moderno. Para tanto, far-se-á uma pesquisa bibliográfica nas principais obras publicadas pelo filósofo aqui em destaque e que abordem o tema em questão, tais como “As fontes do self: a construção da identidade moderna”, “A ética da autenticidade” e “Argumentos filosóficos”. Além disso, procurou-se ainda, analisar outras obras e artigos publicados na internet de comentadores do pensamento filosófico desenvolvido por Charles Taylor que tratam da temática apresentada. Desse modo, espera-se ao final desse trabalho não somente analisar a relação proposta pelo filósofo de Montreal entre identidade e reconhecimento, mas compreender as implicações éticas e políticas que emergem de tal relação onde o bem é apontado como um dos grandes elementos orientadores do agir moral do agente humano moderno.
Referências
ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. Tradução da 1ª ed. brasileira coordenada e revista por Alfredo Bosi. Revisão da tradução e tradução dos novos textos Ivone Castilho Benedetti. 6 ed. rev. ampl. São Paulo: Martins Fontes, 2012. 1210 p.
ANDRADE, Alysson Assunção. A Política de Reconhecimento em Charles Taylor. 2013. 209p. Dissertação (mestrado) – Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, Departamento de Filosofia, Belo Horizonte. Disponível em: <https://faculdadejesuita.edu.br/wpcontent/uploads/2022/05/2808133G2QiLB92fKF9.pdf>. Acesso em: 3 fev. 2025.
ARAÚJO, Paulo Roberto Monteiro de. Charles Taylor: para uma ética do reconhecimento. São Paulo: Edições Loyola, 2004. 213 p.
BINJA, Elias Justino Bartolomeu. Multiculturalismo: a identidade do sujeito nas tensões sociais contemporâneas em Charles Taylor. 1 ed.. São Paulo: Editora LiberArs, 2015. 127 p.
CAMATI, Odair. Os vínculos entre identidade e bem em Charles Taylor. Revista Contemplação, [S.l], n. 13, p. 113-124, 2016. Disponível em: < https://revista.fajopa.com/index.php/contemplacao/article/view/109/119>. Acesso em: 3 dez. 2024.
_____________ HELFER, Inácio. Bens irredutivelmente sociais como pressuposto para a defesa de direitos coletivos. Griot : Revista de Filosofia, [S. l.], v. 19, n. 1, p. 174–185, 2019. Disponível em: <https://www3.ufrb.edu.br/index.php/griot/article/view/1038>. Acesso em: 21 out. 2025.
COSTA, Caroline Domingues Silva da. Política do reconhecimento: do reconhecimento à identidade em Taylor. Primordium, Uberlândia, v. 6, n. 11, p. 71-92, jan./jun. 2021. Disponível em: <https://seer.ufu.br/index.php/primordium/article/view/58404/31756>. Acesso em: 12 fev. 2025.
DECOTHÉ JR, Joel; WESCHENFELDER, Kelvin Felipe. O pluralismo cultural dos imaginários sociais modernos segundo Charles Taylor. Griot: Revista de Filosofia, Amargosa, v. 19, n. 2, p. 250-264, 2019. Disponível em: <https://www3.ufrb.edu.br/index.php/griot/article/view/1281>. Acesso em: 21 out. 2025.
GARCÍA, Sonia Ester Rodríguez. Buscando significados, reencantando el mundo: ética, política y religión en Charles Taylor. 1 ed. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: Sb, 2020, 282 p.
MENDONÇA, Ricardo Fabrino. Dimensão intersubjetiva da auto-realização: em defesa da teoria do reconhecimento. Revista brasileira de ciências sociais, v. 24, n. 70, p. 143-154, jun. 2009. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/rbcsoc/a/jwDmmrFWbWsMFR3QQzfpmsG/?format=pdf〈=pt>. Acesso em: 9 out. 2025.
MORAIS, Alexander Almeida. A concepção de Charles Taylor de uma ética da autenticidade unida a uma política do reconhecimento. Revista Filosofia Capital, Brasília, v. 6, n. 13, p. 3-12, jul. 2011. Disponível em: <https://www.filosofiacapital.org/index.php/filosofiacapital/article/view/215/180>. Acesso em: 10 out. 2025.
PEREIRA, Taís Silva. O Bem e o self: um estudo sobre a ontologia temporalizada da moral de Charles Taylor a partir do problema da motivação. 2008. 136 f. Dissertação (Mestrado)- Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Rio de Janeiro. Disponível em: < https://www.bdtd.uerj.br:8443/bitstream/1/12202/1/dissertacao%20Tais.pdf >. Acesso em: 8 set. 2025.
PERRUCCI, Adamo. Identidade e reconhecimento em Charles Taylor. Bagoas, v. 7, n. 9, p. 323-336, 2013. Disponível em: <https://periodicos.ufrn.br/bagoas/article/view/4645/3802>. Acesso em: 4 fev. 2025.
REAL ACADEMIA ESPAÑOLA: Diccionario de la lengua española, 23.ª ed., [versión 23.8 en línea].<https://dle.rae.es>. Acesso em: 20 ago. 2025.
REIS, Luís Miguel Lóia. Charles Taylor: O reconhecimento como mediação e subsunção de conflitos políticos. Lisboa : Universidade Católica Editora, 2020. 152 p. Disponível em: <https://openbooks.ucp.pt/ucp/catalog/view/88/61/2447>. Acesso em: 26 abr. 2025.
RIBEIRO, Elton Vitoriano. O Bens sociais e Esfera pública: elementos a partir do pensamento filosófico de Charles Taylor. XIII Simpósio Internacional, Em busca do Bem Comum: Política e Economia nas Sociedades Contemporâneas. FAJE, Belo Horizonte, 2017. Disponível em: < https://www.faje.edu.br/simposio2017/arquivos/seminarios/Elton%20Vitoriano%20Ribeiro.pdf>. Acesso em: 17 out. 2025.
TAYLOR, Charles. A Ética da Autenticidade. Tradução de Talyta Carvalho. São Paulo: Realizações Editora, 2011. 127 p.
______________. As fontes do self: a construção da identidade moderna. Tradução de Adail Ubirajara Sobral e Dinah de Abreu Azevedo. 4. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2013. 664 p.
______________. Argumentos Filosóficos. Tradução de Adail Ubirajara Sobral. 2. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2014. 311 p.
Os autores devem estar cientes que o ato de submeter seus textos originais para a Revista Filoteológica implica na transferência dos seus direitos de publicação impressa e digital. O(s) autor(es), entretanto, permanece(m) responsável(is) pelo conteúdo do artigo publicado na revista.
O conteúdo e as opiniões expressos pelos autores nos seus textos são de sua exclusiva responsabilidade, não representando necessariamente a opinião dos membros da Comissão Editorial da Revista. Os editores da revista não aceitam qualquer responsabilidade legal por erros e omissões que possam ter ocorrido ou que venham a ser identificados.
Os direitos autorais para os artigos publicados são do autor, com direitos do periódico sobre a primeira publicação.
Os autores somente poderão utilizar os mesmos resultados em outras publicações indicando claramente este periódico como o meio da publicação original.
Em virtude de sermos um periódico de acesso aberto, permite-se o uso gratuito dos artigos em aplicações educacionais, científicas, não comerciais, desde que citada a fonte.