Niilismo

a “Morte de Deus” como consumação da metafísica tradicional

  • Rondnelly Diniz Leite Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais - CEFET-MG
Palavras-chave: Heidegger. Metafísica. Niilismo. Ser. Deus.

Resumo

Este artigo pretende discutir, à luz do pensamento heideggeriano, o niilismo como consequência histórica da metafísica tradicional, concebida como onto-teo-logia. Isso significa que não buscamos estabelecer um diálogo sistemático entre a filosofia de Nietzsche e a de Heidegger, tampouco realizar uma análise comparativa entre ambos. O que está em jogo aqui é a compreensão do modo pelo qual Heidegger interpreta a filosofia nietzschiana, como expressão consumada da tradição metafísica ocidental. Nesse sentido, discutiremos o fato de que, na reflexão heideggeriana, o esquecimento do ser é concebido como condição de possibilidade do fenômeno do niilismo enquanto realidade histórica. A sentença “Deus está morto!” torna-se, então, a expressão paradigmática desse processo, pois sintetiza o esvaziamento da transcendência e a indigência espiritual que marcam a civilização ocidental. Dessa forma, nossa proposta é analisar a questão da “morte de Deus” como representação que caracteriza o fenômeno do niilismo, o qual é constitutivo do pensamento ocidental enquanto metafísica.

Referências

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Publicado
2025-09-15
Como Citar
Diniz Leite, R. (2025). Niilismo. Revista Filoteológica - ISSN: 2763-7549, 5(1), 219-239. Recuperado de http://revistafiloteologicafcfs.educacao.ws:80/index.php/RFTCF/article/view/193